Sentado numa mesa a beber uma cerveja
Estava um poeta de caneta na mão
Lembrado-se dos mestres como Pessoa ou António Vieira, sentiu inveja,
Precisava de uma fonte de inspiração.
Ao fundo viu um cinzeiro grande e belo
Que lhe fez lembrar um sol amarelo ardente,
O calor do deserto queimado-lhe o cabelo.
Não dava, tinha de ser um assunto mais convincente.
Ouviu uma música antiga
Que lhe fez lembrar o tempo em que era novo.
Esquece isso, não se faz um poema de uma cantiga
Que te torne rico e famoso.
Olhou para o balcão e viu um idoso.
Podia fazer um poema sobre o tempo que passou.
Que inovador... Não passaria de um poeta mentiroso
que escreveria sobre um ar que nunca voou.
É então que vê uma mulher,
Alta, bela, de cabelo dourado.
Ia escrever sobre algo que nunca sentiu e que sempre quis ter
Era apenas mais um poema de um homem falhado.
O poeta riu e anotou
As palavras fluíam de caneta com exactidão.
Estava a escrever sobre o tempo que passou
A olhar para objectos em busca de inspiração.
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